Covid-19: Comércio do distrito de Coimbra um dos mais afetados no novo confinamento

Se excluirmos da análise os distritos com maior prevalência do Turismo como Lisboa, Faro e Madeira (região autónoma), o Coimbra foi o distrito em que se verificou o maior impacto do novo confinamento no setor do Comércio.

De acordo com o último relatório REDUNIQ Insights, solução de conhecimento que analisa a evolução transacional no sistema de retalho português, durante o mês de janeiro deste ano, o comércio no distrito de Coimbra sofreu uma quebra de 16% na faturação quando em comparação com igual período de 2020.

Como referimos, pior do que Coimbra, só a performance de Lisboa com perdas de 23%, Faro com 22% e Madeira com 18%.

Numa análise pormenorizada, semana a semana do mês de janeiro, este relatório dá-nos indicações interessantes sobre o desenvolvimento e impacto do novo confinamento sobre a faturação e pontos de venda ativos nos diversos distritos do país.

Partindo de uma base 100 na semana de entre 3 a 9 de janeiro, verifica-se que o comércio no distrito de Coimbra começou por sentir uma ligeira quebra de um ponto na primeira semana de confinamento obrigatório (10 a 16 de janeiro), para nas duas semanas imediatamente seguintes (17 a 23 e 24 a 30 de janeiro) cair acentuadamente 29 e 30 pontos, respetivamente.

Uma vez mais, neste domínio, só Lisboa e Faro atingiram um pior resultado para o período em análise com quedas médias de 32 pontos.

Só na última semana de janeiro, Coimbra registou uma quebra de 37 pontos no número de pontos de venda ativos e de 30 na faturação, uma vez mais tendo por base 100 de análise a semana de 3 a 9 de janeiro.

Também na lente dos distritos resulta claro que a 3ª semana evidencia uma (muito) ligeira recuperação face à 2ª, de forma quase transversal ao país, naquilo que o documento REDUNIQ Insights afirma aparentar ser o configurar de um novo ritmo de vida e consumo em modo 2º Confinamento Geral.

Diz-nos o relatório que “em termos de ordenação dos distritos, este ranking é sensivelmente igual ao que que se observou em Março do ano passado. O perfil de actividade económica e mobilidade (e dependência de turismo) das diferentes regiões determina performances estruturalmente distintas. Em termos de valores absolutos das quebras, os números são, não obstante, menores, reflexo de uma natural habituação a um Mundo com Covid e um consequente menor confinar da sociedade”.

Confinamentos: comparação Março 2020 e Janeiro de 2021

Apesar das quebras, o insight comparativo entre o confinamento de março de 2020 e o de janeiro deste ano dão, apesar das quebras, indicações positivas.

Todos os distritos, sem exceção, caem menos agora do que caíram há 10 meses. Registe-se que, Lisboa, Madeira e Faro que no 1º Confinamento observaram quebras superiores a 50%, estão neste momento, apenas 30% abaixo do ponto de partida (-17% no caso da Madeira).

Neste particular, Coimbra e o seu tecido comercial não são excepção. Se, durante o confinamento de março de 2020 o distrito de Coimbra tinha registado uma redução de 41% na sua atividade comercial, o confinamento iniciado na semana de 10 a 16 de janeiro deste ano “apenas” deu origem a perdas na ordem dos 30%.

Moda e Perfumarias lideram perdas

Numa análise setor a setor, e apesar da evidência de que o novo confinamento tem registado um impacto estruturalmente menor (medido ao fim de 3 semanas) de – 44% em 2020 em contraponto com os -29% em 2021, áreas de atividade como a Moda e as Perfumarias atingem quebras próximas dos 100% (totalmente fechadas em formatos físicos).

Uma palavra ainda para a categoria dos Eletrodomésticos & Tecnologia que não beneficiou de compras para teletrabalho e ensino remoto caindo agora mais de 20% em comparação com os 2% de Março de 2020.

Ainda assim, a generalidade das demais categorias tem agora quedas muito menores em função, refere o relatório, com um modelo de consumo que se apresenta diferente durante este 2º Confinamento.

Sobre o REDUNIQ Insights

O REDUNIQ Insights é uma solução de conhecimento que pretende disponibilizar análises com base em informação sobre a atividade do retalho nacional, suportando empresas na geração de insights e na tomada de decisões de desenvolvimento dos seus negócios.

As informações recolhidas para a elaboração deste relatório refletem a dinâmica de entrada de novos pontos de venda no sistema REDUNIQ, a necessidade percebida pelos retalhistas de passarem a oferecer meios de pagamento alternativos aos seus clientes, que levou a um aumento da procura de terminais de pagamento automático com tecnologia contactless  e projetam o efeito de transferência para meios eletrónicos de pagamentos historicamente feitos em dinheiro vivo.

Percebidas como um todo, estas duas variantes ajudaram a desenhar o mapa detalhado da evolução transacional no sistema de Retalho português.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

NOTÍCIAS MAIS RECENTES

JMJ Lisboa 2023: Terço da Jornada Mundial da Juventude apresentado em...

0
A organização da próxima Jornada Mundial da Juventude divulgou o Terço JMJ Lisboa 2023 como um dos “elementos identificadores” da jornada, feito em Fátima...