A Câmara de Penacova adjudicou no início deste mês a empreitada para finalizar o Centro Interpretativo do Mosteiro de Lorvão e espera abrir aquele espaço em 2023, depois das obras principais terem terminado em 2014.

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O Estado tinha investido 1,7 milhões de euros em obras de adaptação do Mosteiro de Lorvão, criando num dos claustros espaço para acolher o espólio de arte sacra reunido ao longo de vários séculos, porém, após essa empreitada ter sido concluída em 2014, não foi dado seguimento ao projeto, com a Direção Regional de Cultura do Centro (DRCC), na altura, a lamentar falta de dinheiro para a musealização do espaço.

Com vista a terminar a intervenção e abrir o espaço aos visitantes, a Câmara Municipal de Penacova adjudicou no dia 10 a empreitada, por um valor de cerca de meio milhão de euros e um prazo de execução de nove meses, esperando-se que as obras arranquem já em abril, disse à agência Lusa o presidente da Câmara de Penacova, Álvaro Coimbra, eleito em 2021 pelo PSD, após três mandatos em que o executivo foi liderado pelo PS.

“Este projeto final engloba aquilo que falta executar – acessibilidades, entrada para o centro interpretativo e loja e musealização”, esclareceu.

Para o autarca, esta empreitada “tornou-se uma prioridade”, até porque o imóvel construído na zona dos claustros do Mosteiro, com projeto desenhado pelo arquiteto João Mendes Ribeiro, está “a deteriorar-se”, observando-se já “infiltrações em algumas áreas”.

“Queríamos desbloquear o projeto e, com esta adjudicação, desata-se um nó”, referiu Álvaro Coimbra, salientando que o projeto deverá ainda ter acesso aos fundos comunitários do Portugal 2020.

Segundo o presidente da Câmara de Penacova, as últimas questões pendentes que obstaculizavam a empreitada deviam-se a um choque entre a Autoridade Nacional de Proteção Civil e entidades ligadas à cultura, que “não se entendiam em relação ao projeto final”, nomeadamente quanto à segurança contra incêndios.

“Assim que o executivo entrou em funções, a prioridade foi desbloquear essas questões pendentes”, que acabaram por ser ultrapassadas.

A principal intervenção que agora é feita nesta empreitada final “está centrada na produção de conteúdos” do museu, nomeadamente na recuperação e musealização de todo o património armazenado no Mosteiro de Lorvão, entre pinturas, esculturas e joalharia, que “está em salas sem grandes condições” de conservação.

“Este projeto é importantíssimo. O Mosteiro de Lorvão é um monumento nacional que necessita de visibilidade e isto vai-lhe dar um novo ‘élan’”, frisou Álvaro Coimbra, destacando, para além da coleção, uma versão fac-similada do “Livro das Aves”, manuscrito iluminado do século XII, cujo original está na Torre do Tombo.

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