O vereador do PS João Azadinho criticou hoje a falta de transparência e de informação da Câmara Municipal de Penacova, liderada pelo PSD, em torno do processo de saída da Empresa Intermunicipal do Ambiente do Pinhal Interior (APIN).

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“Temos total desconhecimento relativamente à [saída] da APIN e desconheço a estratégia da Câmara, nomeadamente não se sabe qual a proposta que foi apresentada” pela autarquia para sair daquela empresa intermunicipal, afirmou à agência Lusa o vereador eleito pelo PS João Azadinho.

Segundo o próprio, em nenhum momento a Câmara Municipal de Penacova informou os vereadores da oposição sobre qual a proposta apresentada junto da APIN, a 15 de março, nem qual o ponto de situação do processo negocial em curso.

“Supostamente, havia uma sessão no tribunal arbitral marcada para dezembro, cujo processo foi suspenso, mas a APIN afirma agora que o processo se mantém e ficam dúvidas”, apontou.

O processo de saída de Penacova da APIN iniciou-se em 2020, com o anterior executivo liderado pelo PS, após a decisão ter sido aprovada por unanimidade quer na Câmara quer na Assembleia Municipal.

“É verdade que não avançámos com o assunto como desejaríamos no nosso mandato, mas foi criada uma expectativa nas pessoas, com mudança de executivo, de que estas seriam ouvidas e com a promessa da saída. As pessoas deveriam ser informadas sobre o processo”, vincou.

De acordo com João Azadinho, os vereadores da oposição não têm qualquer informação sobre quais as conclusões que saíram da assembleia geral da APIN de 15 de março. “É um assunto delicado, mas deveria haver mais esclarecimentos sobre o assunto”, defendeu.

No final de março, o executivo da Câmara de Penacova rejeitou a ratificação do novo tarifário da APIN para 2022, com quatro abstenções do PSD e dois votos contra do PS. O presidente da Câmara, Álvaro Coimbra, recusou-se a prestar qualquer esclarecimento sobre o assunto.

Fonte da APIN esclareceu que a empresa ainda não tomou uma decisão em função dessa não ratificação, referindo que também Castanheira de Pera rejeitou a ratificação do novo tarifário.

Segundo a mesma fonte, a APIN, confrontada com a não ratificação, está a avaliar internamente “como agir em função” dessa decisão e sobre como é que pode avançar com a aplicação do tarifário para 2022.

A APIN é constituída por capitais públicos e integra os municípios de Alvaiázere, Ansião, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Pedrógão Grande (distrito de Leiria) Góis, Lousã, Pampilhosa da Serra, Penacova, Penela e Vila Nova de Poiares (distrito de Coimbra

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