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Viver, passa por respeitar a Natureza no seu todo.

O fim de semana alargado, devido ao feriado do 25 de Abril à segunda-feira, levou-me, de novo, com a família, a terras alentejanas onde vamos, sempre, com muito gosto.

A nova geração precisa de tomar contacto com os lugares que viram nascer os seus ascendentes e abraçar os que da família ainda por lá vivem.

A variedade dos lugares visitados, a paisagem bucólica e bela que se foi desenrolando a nossos olhos, ávidos de serenidade e encanto, a sinfonia dos melros e outra passarada a par dos gri gris dos grilitos cantando ao desafio, festejando a Primavera, inundou-nos de uma paz maravilhosa!

Mas, há sempre episódios especiais e inesperados que marcam pela surpresa e, também, porque apelam à nossa maior ou menor sensibilidade ao Mundo que nos rodeia!

Rodava-se tranquilo na estrada que vai da Vidigueira a Viana do Alentejo.

A certa altura avistou-se um cordeiro que, inconsciente, tinha saído para a estrada por qualquer falha na cerca onde pastava o rebanho. Deambulava na estrada, completamente assustado e desnorteado, constituindo perigo para ele e para os carros passantes.

Ficou-se em alerta e constatando que era preciso intervir. Parou-se na berma da estrada e foi-se sinalizando cada carro que se aproximasse.

Procuramos a cancela que dava acesso ao terreno para encaminhar o cordeiro para lá. Assim se fez. Porém, como ele estava muito assustado, corria estrada fora, mesmo com o nosso cuidado em o delimitar, quer numa direção quer noutra, afastando-se muito, por vezes. Foi difícil!

Acontece que o seu instinto e a escuta do berregar das outras ovelhas o traziam de volta ao ponto inicial. Por vezes chegava bem perto da cancela, mas passava à frente sem entrar. Esteve-se nisto mais de meia hora. Não se desistiu.

Finalmente, ele entrou correndo ao encontro do rebanho que o acolheu em festa, qual filho pródigo.

Escusado será dizer que outra festa fizemos nós por ter conseguido proteger aquele ser indefeso em dificuldades

E lá se seguiu viagem, estrada fora, felizes por se terem evitado males maiores! Não nos fez falta aquele tempo. Foi precioso!

Helena Marques

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